Infarto: atitudes imediatas que podem salvar vidas até a chegada do socorro médico

Um infarto pode acontecer de forma repentina e silenciosa. Em poucos minutos, a falta de oxigenação adequada no coração pode causar danos graves — e, em alguns casos, fatais.
Nessas situações, o desfecho não depende apenas da equipe médica. As atitudes tomadas nos primeiros minutos fazem diferença significativa até a chegada do atendimento especializado.
Por isso, entender os sinais de alerta e saber como agir corretamente é uma informação que pode salvar vidas — inclusive a sua ou a de alguém próximo.
O que é um infarto e por que ele acontece
O infarto agudo do miocárdio ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é interrompido, geralmente devido à obstrução de uma artéria coronária.
Essa obstrução costuma ser causada pelo acúmulo de placas de gordura (aterosclerose) ou por um coágulo sanguíneo que impede a circulação adequada.
Sem oxigênio suficiente, o músculo cardíaco começa a sofrer lesões rapidamente. Quanto maior o tempo sem atendimento, maior o risco de complicações graves.
Por isso, rapidez no reconhecimento dos sintomas e acionamento do serviço de emergência são fatores decisivos.
Principais sinais de alerta de um infarto
Os sintomas podem variar entre homens e mulheres, e nem sempre aparecem da mesma forma. Porém, alguns sinais são considerados clássicos:
- Dor ou pressão intensa no peito
- Desconforto que se espalha para braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula
- Falta de ar
- Suor frio
- Náuseas ou vômitos
- Tontura ou sensação de desmaio
É importante destacar: nem todo infarto apresenta dor intensa. Em alguns casos, os sintomas podem ser mais sutis, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.
Diante de qualquer suspeita, não espere os sintomas passarem sozinhos.
O que fazer imediatamente ao suspeitar de infarto
A primeira atitude deve ser sempre ligar imediatamente para o serviço de emergência (como o SAMU – 192 no Brasil) ou o número correspondente em sua região.
Enquanto o socorro não chega, algumas medidas são recomendadas:
- Manter a pessoa em repouso absoluto
- Afrouxar roupas apertadas
- Mantê-la sentada ou semi-deitada
- Evitar qualquer esforço físico
- Permanecer calmo e tranquilizar a vítima
Essas ações ajudam a reduzir a sobrecarga cardíaca até que o atendimento especializado seja realizado.
Técnicas divulgadas na internet: o que é mito e o que é fato
Circulam nas redes sociais algumas técnicas que prometem “evitar” ou “reverter” um infarto. É fundamental esclarecer que nenhuma delas substitui atendimento médico.
1. Tosse forte e ritmada
Algumas mensagens sugerem inspirar profundamente e tossir repetidamente para manter a circulação ativa.
No entanto, essa prática não é recomendada como solução para infarto fora de ambiente hospitalar. A chamada “reanimação por tosse” é utilizada apenas em situações muito específicas, monitoradas por profissionais de saúde.
A prioridade continua sendo ligar para a emergência.
2. Estímulo no centro do peito
Outra técnica sugere aplicar estímulos físicos na região central do tórax.
Essa prática não é indicada para pessoas conscientes e pode causar lesões. Compressões torácicas só devem ser realizadas em casos de parada cardíaca, quando a pessoa está inconsciente e sem respiração, e preferencialmente por alguém treinado.
3. Pressão entre o polegar e o indicador (acupressão)
Alguns conteúdos indicam pressionar o ponto entre o polegar e o indicador como forma de controle.
Esse estímulo pode ajudar apenas a reduzir ansiedade ou tensão momentânea, mas não interfere na causa do infarto.
Portanto, nenhuma dessas técnicas substitui o atendimento médico imediato.
O que nunca deve ser feito
Em uma situação de possível infarto, evite:
- Ignorar os sintomas
- Esperar “melhorar sozinho”
- Dirigir por conta própria até o hospital
- Tomar medicamentos sem orientação médica
A tentativa de resolver sozinho pode atrasar o tratamento adequado e aumentar o risco de complicações.
Fatores de risco para infarto
Diversos fatores aumentam a probabilidade de um evento cardíaco. Entre os principais estão:
- Pressão arterial elevada
- Colesterol alto
- Diabetes
- Tabagismo
- Sedentarismo
- Obesidade
- Histórico familiar de doenças cardíacas
- Estresse crônico
Quanto mais fatores de risco acumulados, maior a necessidade de acompanhamento médico regular.
Hábitos que ajudam a prevenir problemas cardíacos
Embora nem todos os infartos possam ser evitados, a prevenção reduz significativamente os riscos.
Algumas medidas recomendadas incluem:
- Praticar pelo menos 20 minutos de atividade física regularmente
- Manter alimentação equilibrada, rica em frutas, vegetais e fibras
- Controlar pressão arterial, colesterol e glicemia
- Não fumar
- Reduzir o consumo de álcool
- Gerenciar o estresse
- Realizar check-ups periódicos
Pequenas mudanças no estilo de vida geram impacto direto na saúde do coração.
Quando buscar avaliação médica preventiva
Mesmo sem sintomas, pessoas com fatores de risco devem procurar avaliação cardiológica regularmente.
Exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, exames laboratoriais e avaliação clínica ajudam a identificar problemas antes que se tornem emergências.
A prevenção é sempre o melhor caminho.
Conclusão: informação salva vidas
O infarto é uma emergência médica que exige ação imediata. Reconhecer os sinais e acionar rapidamente o socorro pode ser determinante para salvar uma vida.
Técnicas caseiras ou divulgadas na internet não substituem atendimento especializado. A prioridade absoluta é sempre chamar o serviço de emergência e manter a pessoa em repouso até a chegada da equipe médica.
Compartilhar informações corretas também é uma forma de prevenção. Conhecimento, rapidez e responsabilidade fazem toda a diferença quando cada minuto conta.

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